terça-feira, 7 de abril de 2015

Agora

E agora o que é que eu faço, indagava ela. Sem assunto, sem planejamento, tudo se esvaia como um sopro. As primeiras palavras foram: sim, eu aceito voltar. Voltar para a rotina das horas , para o aconchego do lar e para a problemática também. Mas não tinha saída, a volta era irremediável. Ajeitou seus longos cabelos, aprumou-se e encarou a nova jornada. 
Entrou de cabeça. Entrou pela porta e viu flores em cima da cama. Esmaecidas, porém perfumadas. Abriu o armário. As roupas clamavam por água e sol. Fechou os olhos e sentiu arrependimento por tê-las deixado ali no desamparo. Num canto do armário sapatos e chinelos espreitavam por seu olhar. Abraçou-os como se abraça um bebê desprotegido e ávido de carinho. Suspirou. A volta nem tão triunfante, fora estabelecida. Agitou a longa cabeleira e abriu as janelas para a nova vida.  

5 comentários:

  1. UAU!!!! Que lindo! Sempre te disse que escreves muito bem!Adorei e que a volta seja triunfal mesmo, cheia de alegrias! bjs, chica aqui com o filhão, mas sempre dá um jeitinho, sobra um tempinho pra mim...

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  2. Oi Zizi
    Que conto esplendoroso minha amiga
    Não pode deixar escondido um talento assim viu?
    Que não tenha sido o glamour sonhado mas a volta foi um triunfo
    Beijos querida

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  3. Oi Zizi
    Obrigada pelo carinho deixado no bloguinho, realmente eu ando meio sem tempo e também sem inspiração, mas não pretendo ficar muito tempo afastada, gosto muito de blogar.
    Você escreve muito bem, mais um talento sendo descoberto.
    Sucesso querida.
    Um beijo.

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Que lindo texto, Zizi!
    Vc escreve muito bem!!!!
    Sempre gostei de suas postagens, estava com saudades...
    Seja bem-vinda!!! Bjs e uma noite de paz!

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